Vida de Bebê

Hérnia Inguinal em bebês

herniainterno

No dia 29 de julho, uma quarta-feira, levei o Gustavo ao pediatra.

Estava tudo ótimo, ele, como sempre, estava sorrindo para todo mundo, inclusive para o pediatra enquanto eu contava como ele estava.

Coloquei ele na mesa para ser examinado, quando de repente ele começou a chorar muito. Muito mesmo, como nunca tinha chorado antes.

Achei que ele tivesse  assustado com alguma coisa, mas o pediatra disse que era um choro de dor. Na hora me deu uma angústia enorme. Afinal, o que teria acontecido tão de repente para ele chorar tanto, justo ali no médico.

O pediatra apertava, apertava, apertava, o Gustavo berrando e eu eu minha mãe quase tendo uma ataque, do tipo ” Acaba logo, para eu pegar meu filho!!!”.

Aí ele começou a apertar a virilha e parou ali um tempão. Depois de longos segundos ele me disse que tinha encontrado algo: uma hérnia: hérnia inguinal.

Resumindo:

A hérnia inguinal se caracteriza por uma falha na parede do abdômen, na altura da região das virilhas. Através dela podem passar estruturas da cavidade abdominal como o intestino e o ovário. Na criança, normalmente, tem origem congênita, sendo mais freqüente em meninos e também nos bebês prematuros.”

Fonte: Top Baby

Fiquei apavorada porque sabia que ele teria que fazer uma cirurgia e comecei a chorar ali mesmo. O médico tentou me tranquilizar, disse que estava super pequena, que a cirurgia era muito simples e rápida. Mas não adiantou muito.

Ele me indicou um cirurgião pediatra de São Paulo, disse que era um ótimo médico, super respeitado: Uenis Tannuri.

Sai do consultório e já liguei para o médico. A secretária me disse que só teria consulta para a semana seguinte (imagina se eu iria aguentar esperar tudo isso), mas insisti, pedi um encaixe e ela conseguiu para o dia seguinte.

Como o pediatra disse todos os elogios para o cirurgião e o consultório dele fica em um prédio chique em frente ao Sírio Libanês, achei que a consulta seria uma fortuna. Mas não foi: R$200. Não é barato, mas considerando o “gabarito” do médico, o local….Aqui na minha cidade qualquer médico cobra R$150/200.

Na quinta, dia 30/07, fomos na consulta. O médico examinou o Gustavo, falou sobre a cirurgia e marcamos para sábado dia 01/08.

Ele tinha hérnia de um lado só, mas ele operou os 2 e também quis fazer a cirurgia da fimose.

Ele opera no Sírio, no Albert Einstein, no Santa Catarina e em mais um que não me lembro. Escolhemos o Santa Catarina porque era o que nosso plano cobria. E a secretária comentou que é o mais fácil de conseguir rápido.

Sábado, dia 01/08, fomos para São Paulo. Chegamos no hospital as 6:15. Fomos para o quarto as 7:00 horas (vou fazer um post sobre o que achei do hospital para não misturar os assuntos!).

Fomos para o quarto e uns 15 minutos depois vieram nos buscar. Descemos até a porta do centro cirúrgico com o Gustavo e óbvio que eu estava chorando.

Mesmo não sendo uma doença e nada grave, é muito ruim aquele clima de hospital. Entrar naquele quarto, entregar o bebê para a enfermeira…..péssimo! Agora eu posso imaginar um pouco o que é para muitas mães, ficar com filhos nos hospitais por dias, até meses! Deve ser a pior coisa do mundo!

Então…antes de entregar o Gustavo, conversamos com o anestesista. Ele disse que a operação era simples (nas palavras dele era como arrancar um dente!!!) e que seria muito rápida. Só nos alertou que ele voltaria chorando muito. Por causa da anestesia eles ficam perdidinhos. Para ele o choro era um ótimo sinal, mas ele sabia que as mães não gostavam.

Entregamos ele para a enfermeira com as roupinhas que ele veio e o cobertor dele também. Podíamos esperar em uma sala ali perto, ou eles avisariam no quarto quando acabasse.

Fomos tomar um café na lanchonete do hospital e depois fomos para  quarto.

Entregamos ele 7:40 e antes das 8:30 já nos ligaram pedindo para ir buscá-lo. Realmente foi rápido.

Como o anestesista havia avisado, ele estava chorando muito e chorou por 15 minutos, que foi o que o anestesista pediu para esperarmos antes de amamentar.

No quarto tentei amamentar, mas ele demorou um pouco para pegar. Mamou um pouco e dormiu. Acordou, mamou mais um pouco e dormiu de novo.

Depois coloquei ele na caminha e ele ficou bem.

Um pouco antes de ir embora, ele vomitou um monte. Já sabíamos que poderia acontecer.

Achei que a volta seria complicada. Já que a viagem dura 1 hora e eu estava preocupada que ele não ficasse bem na cadeirinha do carro, que os cintos pegassem no corte. Mas ele ficou super bem e voltou dormindo o tempo todo.

O resto do dia também foi super tranquilo. Ele estava chatinho (tadinho!), mas ficou super bem!

Não demos banho nesse dia, só no dia seguinte.

Os cuidados foram super simples. Só passamos uma pomadinha no pipi dele. Nada mais!

No fim, foi tudo muito tranquilo!

Graças a Deus, tudo passou! Mas sinceramente, não desejo isso para ninguém. Nossos filhos deveriam ser proibidos de ter qualquer tipo de coisa que os leve ao hospital!!!

Bjs




52 comments

  • Nathalya, eu acho que paguei 2500, há 6 anos!E o hospital foi pelo convênio. A recuperação foi absurdamente rápida.Super rápida.

    Ele nem ficou de repouso, pq na verdade, ele era muito pequeno, tinha 5 meses! Então naturalmente, ficava quieto.

    Bjs e boa sorte

  • Boa noite qual pomada vc passou?

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