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Filhos e Empregados Domésticos


Difícil dizer quem nunca teve problemas ou teve que resolver um dilema na hora de contratar um empregado doméstico: empregada, baba, jardineiro, caseiro, faxineira, etc.

Até o começo do ano passado, eu só havia tido experiências com faxineiras, Minha primeira funcionária, vinha 2x por semana e ficou 3 anos comigo.

Ela foi indicada por uma amiga de anos e sempre me ajudou muito. Me viu grávida e ficou comigo até os 6 meses do Gustavo. Sempre nos demos muito bem, mas do nada, ela resolveu tentar um outro tipo de serviço. Foi tudo muito rápido e ela me deixou na mão (com um bebê de 6 meses).

Depois de 2 meses sem ninguém, mudamos de cidade e consegui uma outra moça, que dessa vez, foi indicada por uma funcionária da administração do condomínio.

Ela era de confiança e eu gostava muito dela. Ela era super carinhosa com o Gustavo também. Mas apesar de vir só 2x na semana, costumava faltar sem me avisar com uma certa frequência. De qualquer maneira, ela ficou 1 ano comigo, já que me mudei de cidade de novo.

Para vocês entenderem melhor, no primeiro caso, eu morava em Jundiaí, me mudei para Alphaville, depois voltei pra Jundiaí e depois voltei pra Alphaville. Sim, somos enrolados.

Nessa volta para Jundiaí, fiquei 1 mês sem ninguém, até receber a indicação de uma moça vinda de meu jardineiro.

Moça de confiança também e que limpava super bem. Além disso, ela adorava o Gustavo. Quase não faltou.

Depois de 5 meses com ela, resolvemos voltar para Alphaville.

Bom, vocês podem perceber que sempre tive sorte com minhas faxineiras: todas honestas e boas pessoas. E tenho que agradecer a Deus por isso, ainda mais tendo um filho pequeno.

Nessa segunda tentativa de morar em Alphaville, decidi optar por uma empregada doméstica 5x na semana. Imediatamente, pensei naquela moça que trabalhou 1 ano comigo. No meio da bagunça da mudança, perdi o telefone dela. Tive a idéia de ligar na administração do condomínio, mas a moça que a indicou (elas eram cunhadas), não trabalhava mais lá.

Fiquei perdida, sem saber onde arrumar uma funcionária.

Acho que a primeira coisa que pensamos, principalmente quando temos criança, é na segurança. Afinal, não é fácil colocar uma pessoa desconhecida dentro da nossa casa. Quando essa pessoa vem por indicação, costuma ser mais fácil, mas procurar assim, por agência, realmente é complicado. Principalmente se você estiver procurando por uma baba.

Por isso, procurei por agências grandes e mais antigas no mercado.

Achei minha funcionária através da Kanguruh Alphaville. Ela começou em Abril de 2011 e saiu em Dezembro do mesmo ano. Nos acostumamos a ela. O Gustavo adorava quando eles brincavam. Como ela já tinha sido baba, em pouco tempo já tive a certeza de que era o tipo de funcionária  que eu precisava.

Sou o tipo de pessoa que preza pela sinceridade e sempre deixei isso muito claro.  Não sou o tipo de patroa bruxa, juro! Pelo contrário! Tudo que não tinha mais utilidade e que eu iria doar, dava para ela. A filha dela, de 11 anos, frequentava minha casa. Sempre tentei ser o mais acolhedora possível.

Eis que, do nada, ela sumiu por 3 dias, não me ligou e não atendia minhas ligações. Achei estranho e depois do segundo dia, resolvi bloquear o número do meu celular antes de ligar novamente. E não é que ela me atendeu!

Bom, para resumir, no quarto dia ela apareceu, dizendo que tinha um problema de coração e não ia mais trabalhar. Posso resumir meus sentimentos como um misto de compaixão e desespero!

Agora que tinha encontrado alguém, em quem confiava até para deixar meu filho por curtos períodos, ela vai embora?

Paciência. Se ela está doente e não pode mais exercer suas tarefas, tem mais que tentar a aposentadoria mesmo.

Comecei a buscar outra funcionário e dessa vez encontrei uma que me agradou na agência Prendas Domésticas. Ela começou faz 1 semana e por enquanto está indo muito bem.

Digamos que ela não tem muito jeito com o Gustavo como a outra, paciência…

Ah! Sobre minha ex funcionária: no dia em que a nova começou, recebi a ligação de uma agência de empregos, pedindo referências dela, já que estava se candidatando a uma vaga de assistente de serviços gerais. Fui sincera e disse que ela era uma boa empregada, mas juro que me deu um aperto no peito….um misto de mágoa e raiva (eu sei que é feio, mas sou humana!). Fiquei magoada mesmo! Me senti tão enganada!

Para piorar, no fim dessa mesma semana, outra pessoa me ligou também pedindo referências, e dessa vez, para trabalhar como doméstica.

No dia em que ela veio assinar o pedido de demissão, quase chorei por causa do Gustavo. Ele saiu correndo quando ouviu a voz dela, e a puxou para brincar na sala. Como ela já estava indo embora, ele ficou super magoado, chorou….E isso me deixou mais revoltada ainda!

Por isso, antes de terminar esse post, gostaria de deixar um recado, caso alguma leitora do meu blog seja empregada doméstica, babá, faxineira: Se vocês não estão felizes, se tem algum problema onde trabalham, tentem explicar a situação ao empregador, sejam sinceras. Pois o trabalho de vocês é tão importante quanto qualquer outro e além disso, vocês estão em nossas casas!

E para as “patroas”: respeitem suas funcionárias. Elas são seres humanos, tem sentimento, tem família, ficam cansadas.

Bom, agora é rezar para que tudo dê certo com essa nova funcionária! Mais para frente volto para contar como está sendo!

Bjs,

Vanessa

 

 

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