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Filhos e suas Birras


O Gustavo sempre foi muito bonzinho: nunca foi de chorar muito, sempre muito risonho.

Com quase 2 anos, ele passou por época difícil, tendo ataques para tudo. Muito chorão. Melhorou. De alguns meses para cá, ele começou a ficar mais nervoso, de novo.

Como ele sempre foi muito bonzinho, sempre cedemos algumas coisas e acho que isso fez com que os ataques ficassem muito mais intensos quando começamos a não ceder mais ou para coisas que nunca cedemos.

Ele grita, se joga e de umas semanas para cá, começou a morder e a jogar coisas. Algo inaceitável. Sou a mais velha e tenho 3 irmãos e nunca vi nada nem parecido dos 2 menores (um tem 27, um 16 e o outro 11 – então acompanhei o crescimento dos 2 menores).

Sinceramente, acho muito difícil contornar esses ataques: ele simplesmente não me escuta. Aliás, escuta sim. Mas me ignora completamente.

Bater, eu não não bato. E não porque é crime, mas porque acho que não funciona e não seria um bom exemplo. Colocar ele de castigo sozinho também nunca funcionou.

Por isso, agora, resolvi adotar outra tática: me tranco com ele no quarto, e não saímos enquanto ele não se acalma. Funciona. Ás vezes, bem rápido outras nem tanto e ele quase me enlouquece (quando o surto é muito intenso!). Mas eu fico lá, imóvel, na cama, pedindo para ele se acalmar e explicando que assim que ele se acalmar, sairemos do quarto.

Esse tipo de tática funciona na rua, em alguns casos: no carro ele sempre estava tirando o cinto de segurança da cadeira. Ele fica preso, mas tira os dois que passam pelos braços. Como estou dirigindo, eu mando ele colocar e não tinha muito o que fazer se ele não o fizesse, principalmente quando estava na estrada.

Agora, eu paro o carro (em algum lugar seguro) e digo que se ele não colocar, voltaremos pra casa, E só volto a dirigir, quando ele coloca.  Até agora deu certo e ele nem está tentando tirar mais.

Pesquisei algumas coisas na internet e cheguei a conclusão que não existe uma receita de como controlar seu filho em um momento de fúria.

Primeiro, você precisa conhecer seu filho e saber identificar se existe um motivo específico para aquela atitude naquele momento. Por exemplo:  a maioria dos escândalos até hoje foram em momentos de sono.

Identificando o motivo, você precisa aprender o que melhor se adapta a personalidade dele e agir o que dá certo para seu vizinho pode não ajudar em nada com seu filho.

Na teoria, qualquer ideia para driblar esse tipo de situação é sempre mais fácil. E vou ser sincera em admitir que muitas vezes acho que não vou suportar. Mas para o bem dele e para o meu, respiro fundo e conto até 10 (conto mesmo!). Tento manter a calma e seguir fazendo o que eu acredito.

E você, co que fazem nessas situações?

Bjs,

Vanessa

 

 

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5 Comments

  1. Mariana

    01.30.2012

    Coisas de criança… birras são normais, mais as mamães tem que ficar espertos e domar o leãozinho!

  2. Giuliana

    02.01.2012

    Nossa, eu estou passando por isso. De uns tempos pra cá meu filho tem vários ataques tbém e hj parece q foi O dia do ataque. Tdo grita, choraminga, chuta, joga as coisas longe. Qdo ele extrapola acabo gritando de tanto q me irrita e aí sim ele pára.. e lá vem berreiro.. haja paciência!

  3. Edianez

    02.02.2012

    Nossa é verdade… meu filho tem 18 meses e ja passo por algo parecido. Teimosoooo… tá na fase de testar a gente. E eu me policio muito pra aguentar até o fim porque sinceramente, ele tem muitoooooooo mais energia do que eu, e ele pode repetir tantas vezes que se eu não cuidar desisto de cansada!
    E as vezes exausta, vem o “vizinho”, como vc disse, querendo dar 1001 palpites que vc ja tentou e nao deu certo, e faz parecer que só nao deu com vc… e que vc faz tudo errado. É de tirar a gente do sério, né?
    Bom, como ele ainda usa o berço, eu coloco ele no berço (que é o único lugar que posso deixar ele sozinho por enquanto e que ele não tem como sair correndo), falo pra ele porque ele vai ficar ali e saio. Fico monitorando pela babá eletronica. Depois de algum tempo ele se acalma e eu volto, pergunto se ele nao vai mais fazer aquilo, digo a ele que peça desculpa, ele faz do jeito dele, as vezes dando tchau ou beijo, mas sempre me abraça.
    Aí eu derreto, mas me seguro, dou um beijo e fica tudo bem. Tem funcionado.
    No carro, eu tive problemas com a cadeirinha deitada, mas troquei e ele adora a cadeirinha dele. Graças a Deus!!!
    Boa sorte a todas nós… Mães guerreiras!!!

  4. INGRID

    02.02.2012

    Gente vivo meu filho tem 2 anos, e vivo todas essas coisas, chora, chuta, grita e joga as coisas. Coloco de castigo sozinho ou fico junto, brigo, ameaço deixar de dar algo que gosta, Mas pelo q me parece faz mais isso comigo que sou mãe e por trabalhar só o vejo a noite, Ele fica com avó ou com o pai e obedece muito mais que a mim. Não sei o que faço pra me respeitar mais, parece q quer chamar minha atenção…

  5. Vanessa

    02.02.2012

    É meninas, não é fácil.

    Na teoria tudo parece muito simples e por isso todo mundo adora dar palpites!

    Ingrid, o Gustavo me obedece muito mais a mim do que ao pai e avós, pois ele fica comigo o dia todo. Nossa situação é invertida, mas as reações dos nossos filhos, iguais.

    Eu tb acho que ele deve fazer isso para chamar sua atenção. Uma amiga teve o mesmo problema, então ela começou a dar mais atenção para a filha a noite, brincar mais. As birras não pararam ainda, mas melhorou muito.

    Boa Sorte, meninas!

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