Viajando com Crianças – Orlando – Aeroporto de Guarulhos x Aeroporto de Miami
Mesmo atrasado, eu acho que esse assunto merecia um post. É incrível a diferença entre os aeroportos brasileiros e os de outros países. E essa diferença é maior a cada ano. De 2004 a 2006 eu viajei muito, pois morava no México e voltava para o Brasil a cada 2 meses e nessa época, já era muito clara essa diferença. Enquanto o aeroporto da Cidade do México passava por uma ampliação enorme, o aeroporto de Guarulhos continuava na mesma. E continua até hoje. Corredores apertados, com aparência de velho (porque são mesmo), banheiros horríveis, estofados das cadeiras das salas de embarque rasgados, falta de estrutura na área de desembarque (nos horários de pico fica tudo uma zona), falta de estrutura na área de alimentação, etc. Coisas que parecem pequenas, mas que juntas, mostram como o aeroporto parou no tempo e não suporta, nem de longe, o movimento que tem hoje. Deixamos nosso carro em um estacionamento próximo ao aeroporto. Pegamos uma van que nos levou até lá. Na hora do check inn, para variar, funcionários despreparados. Nos mandaram para os caixas de check inn rápido e apesar de não ter uma fila considerável, tinha apenas uma funcionária para orientar várias pessoas que não sabiam como mexer na máquina. Depois de 15 minutos tentando e esperando, ela nos atendeu e depois de 1 minuto, disse que não dava para fazer por ali e que deveríamos voltar ao guichês. Ficamos muito felizes. Voltei para a entrada da fila, que estava bem grande, e avisei o funcionário que não dava para fazer e que eu não iria pegar a fila. Pelo menos ele nos abriu a entrada da fila preferencial e em 2 minutos fomos atendidos e conseguimos fazer o check inn. Não tinha fila para passar pelo raio x, mas obviamente que os funcionários estavam todos perdidos. Passamos e para passar pela polícia federal, nos indicaram a fila preferencial, embora não tivesse ninguém na outra fila. Nesse ponto, ficamos bobos vendo o que acontecia. A fila normal que não tinha quase ninguém andava muito rápido porque tinham vários guichês abertos e a fila preferencial, parada, porque tinha um guichê e nenhum funcionário orientando. Até o momento que na nossa vez, saímos da fila e paramos em um guichê que estava atendendo a fila normal (que nem fila tinha, enquanto a preferencial estava cheia de crianças pequenas e idosos). Enquanto eramos atendidos, não aguentei e chamei uma menina que estava “organizando” a fila e perguntei se ela não tinha reparado que a fila preferencial não andava. Ela fez uma cara feia, fingiu que não era com ela, mas começou a reparar na fila. Passamos! Pensamos em parar no free shop, mas estava impossível, pois a loja é pequena, estreita (impossível andar com o carrinho) e estava lotada. Entramos no corredor das salas de embarque e estava difícil andar, pois as salas são pequenas e não comportam todos os passageiros dos voos que ficam parados no corredor. Como comentei no post anterior, pela primeira vez, resolvi deixar para comprar alguma revista ali dentro mesmo, até descobrir que na ala internacional não tem nenhuma revistaria. Boa Brasil! Porque do outro lado do vidro, na ala nacional, tem uma enorme! Chegando em Miami Bom, chegando em Miami, saímos rápido do avião, mas tivemos que esperar para poder pegar o carrinho do Gustavo. Andamos o aeroporto todo (ufa!) para chegar na imigração. Mas apesar de cansativo, o aeroporto é muito mais agradável, com corredores amplos e esteiras rolantes que facilitam o trajeto. Chegando na imigração, ficamos na fila como todo mundo, sem preferencial. Mas temos uma dica que sempre funciona: as primeiras filas são sempre as mais cheias e o segredo é você ir para as filas do fundo, de preferência pegar a fila ao lado dos guichês para residentes americanos. Porque? Simples! No voo só tinham brasileiros e tinham poucos voos chegando, então, os americanos passaram e os guichês ficaram vazios. Aí um funcionários americano, chamou as pessoas da fila ao lado desses guichês. Bom, tinham umas 15 famílias na nossa frente e de repente estávamos em terceiro, sendo que as duas pessoas da nossa frente, estavam sozinhas e passaram super rápido! O aeroporto de Miami mudou muito de uns anos para cá. Antes, quando você alugava um carro, tinha que esperar o transporte da empresa que te levava ao pátio, fora do aeroporto. Agora, você pega um trem dentro do aeroporto, que te leva até o prédio (novo, bonito, organizado), onde estão todas as locadoras. Tudo muito bem feito, facilitando demais a vida dos passageiros. Alugamos nossa carro na Thrifity e como sempre, não tivemos nenhum problema. Escolhemos uma categoria de carro e eles tem vários a disposição para você escolher na hora. Foi tudo muito rápido, tanto na retirada do carro, quanto na entrega. Resumindo: o Brasil tem um potencial enorme, mas infelizmente, não aproveita. E no fim das contas, acabamos tendo muitas experiências boas fora do país! Bjs, Vanessa















