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Viajando com Crianças – Orlando – No Avião


Nosso primeiro grande desafio dessa viagem era o tempo dentro do avião com o Gustavo.

IDA  - São Paulo- Miami

Para nossa sorte, ele foi acordado de casa até o aeroporto.

No check inn na American, entramos em uma fila preferencial e fomos atendidos bem rápido. Para passar pela fiscalização e polícia federal também.

Fomos direto para a sala de embarque, já que o aeroporto estava lotado e definitivamente, o aeroporto de Guarulhos, como muitos outros no Brasil, está longe de sere confortável e estava tão lotado, que não tinha condições de para no free shop ou em qualquer outro lugar.

Uma dica importante, embora possa parecer absurda: sempre que viajamos compramos revistas antes de passar pela fiscalização, mas dessa vez deixei para comprar perto da sala de embarque. E para minha surpresa, na ala internacional, descobri que não tem nenhuma revistaria. Nunca tinha reparado e fiquei muito decepcionada.

Na sala de embarque, ele fez amizade com outras crianças e correu muito! O que também significa que ele ficou muito cansado. Ele ama aviões e estava super ansioso.

Ele ficou encantado de ver os aviões tão pertinho!

Embarcamos com o carrinho e duas malas de mão. Como  Gustavo estava com 2 anos, embarcamos junto com o Grupo 1, apesar de nossa passagem indicar o Grupo 4. O que foi muito bom, já que o voo estava lotado e conseguimos guardar nossas coisas com tranquilidade.

Sentamos os 3 juntos, em uma fila de 3. Estávamos marcados separados (por uma brilhante ideia do meu marido), mas pedimos para trocar com um casal que adorou a ideia de ficarem na fileira de 2.

Levamos vários brinquedos do Gustavo, inclusive alguns novos  - coisinhas pequenas, mas que ele adora ganhar.Também levei leite pronto e o sustagem e água em um copinho de transição que passou sem problemas. Tinha um casal com uma garrafa de água e como não podia passar nem pelo raio x, disseram que eles poderiam colocar na mamadeira do bebê.

Também levei uma manta dele e o travesseiro que ele ama (sim, ocupou um espaço enorme na mala da mão, mas ele amou ver o travesseiro dele ali! Valeu a pena.

Apesar de todo esse repertório, o que nos salvou mesmo, foi o IPad. O Gustavo se diverte com os aplicativos.

Como o Gustavo é hiper ativo e eu estava apavorada, o pediatra nos indicou o muricalm, que ajudaria ele a dormir e ajudaria na respiração também, já que é um anti-alérgico. Ele já estava cansado e o remédio o ajudou a relaxar.

Ele dormiu super vem e acordou umas 3 horas antes de pousarmos. Ele até ficou um pouquinho agitado, mas conseguimos contornar bem.

O que me surpreendeu, foi a questão do ar seco dentro do avião. Como o Gustavo tem renite alérgica eu estava muito preocupada, mas estava super tranquilo. Acho que nunca peguei um voo com um ambiente tão agradável. E com certeza, isso ajudou muito.

Volta  - Miami – São Paulo

O que a ida teve de tranquilo, a volta teve de complicado.

No dia da viagem de volta, fomos a praia e o Gustavo se acabou de brincar. Até entrarmos no carro para irmos ao aeroporto, ele lutou com todas as forças para não dormir e obviamente, em 2 minutos dentro do carro, ele desabou.

Foram 50 minutos até o aeroporto, ficamos na fila para devolver o carro, ele foi para o carrinho, fizemos check inn, passamos pela fiscalização e nada dele acordar. Foram mais de 2 horas dormindo. Ele acordou uns 30 minutos antes de entrarmos no avião. E acordou muito mau humorado.

Dentro do avião, já percebi que o ar seco seria tão ruim quanto da maiorias dos voos que fiz. E mesmo com o Muricalm o Gustavo demorou para dormir e estava bem agitado.

Mais ou menos as 2 da manhã, eis que meu filho resolve ter uma crise de terror noturno e começa a chorar, chutar, gritar…..bom, vocês devem imaginar que não foi nada legal. Fomos com ele até o fundo do avião e por incrível que pareça, as comissãrias americanas foram muito mais simpáticas  do que a brasileira (que foi uma idiota).

Fiquei 45 minutos com ele no banheiro, até que ele se acalmasse e a crise passasse. Voltamos para os assentos, mas como ele ainda chorou um pouco algumas vezes, a viagem foi bem ruim.

Ele saiu do avião dormindo e só acordou (extremamente irritado) dentro do free shop (que álias, só comprei algo porque eu estava com ele e passei pela fila preferencial, senão, eu jamais ficaria naquela fila absurda que estava formada).

Quando chegamos no carro, ele já estava melhor.

Bom, assim foi a primeira viagem de avião do Gustavo. Sinceramente, estou traumatizada e toda vez que penso em viajar de novo, me dá uma angustia toda vez que me lembro do que aconteceu na volta.

Acho que é porque está muito recente, além do que, depois do sucesso que foi a viagem de ida, eu não estava mais preocupada e achava que a volta seria super tranquila.

Enfim! Talvez eu espere alguns meses para fazer viagens tão longas assim!

Bjs,

Vanessa

 

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