Vida de Bebê

Você já levou seu filho ao oftalmologista?

Você já levou seu filho ao oftalmologista - Convertida

Semana passada levei o Gustavo ao oftalmologista. Foi a primeira visita desde que ele nasceu e fez o teste do olhinho na maternidade (todos os bebês fazem esse teste ao nascer).

Como ele nunca havia apresentado nenhum sinal que nos indicasse de que ele não enxergava perfeitamente, nunca me preocupei muito com isso. Na verdade, eu achava que essa visita teria que ser, mais ou menos, com essa idade, por causa da escola. E ninguém (nem o pediatra dele) nunca me indicou uma visita ao oftalmo.

Comecei a pensar no assunto há alguns meses, quando o Gustavo começou a piscar de forma excessiva e rápida. Mas aí, passou. Depois de uns 2 meses, começou de novo e ele parou do nada, do mesmo jeito que havia começado.

Aí veio a mudança de cidade e toda a loucura que isso traz junto e eu fui empurrando o assunto.

Há 15 dias, conversando com minha nova vizinha (que tem um filho de 1 aninho e que já usa óculos), entramos nesse assunto e ela me disse que o filho passava com uma oftalmo muito boa e pedi a indicação.

A consulta foi na segunda da semana passada. Saímos e fiz vários planos para depois do médico, porque eu tinha certeza de que seria rápido e ele estaria bem. Que engano!!!

Como ele já sabe todas as letras, ela fez o teste. Com os 2 olhos foi perfeito. Aí ele fez só com o olho direito e errou praticamente todas as letras. No início, achei que ele estava totalmente distraído e ansioso e que estava errando por errar. Cheguei a ficar irritada, pedindo para ele se concentrar. Mas não de certo e ela resolveu trocar e fazer só com o esquerdo. E adivinhem? Ele acertou quase tudo.

Depois disso, ela passou os colírios, fez outros exames e me deu a notícia: 2.75 de astigmatismo no olho direito. Juro que na hora, fiquei sem reação. Eu não uso óculos, mas, pra mim, aquele número parecia ser excessivamente alto. E de fato, era.

Além disso, ela ficou na dúvida se já deveria entrar com um tampão também. O uso de tampão no olho saudável é uma das opções para incentivar a criança a forçar a outra visão, estimulando a área responsável pela formação da imagem. Mas ela resolveu ficar só com os óculos e voltar daqui a seis meses para reavaliar.

Crianças acima de cinco anos já apresentam a área responsável pela imagem desenvolvida, por isso a necessidade de se buscar ajuda especializada antes dessa idade.

Depois do “choque”, só conseguia pensar em como eu faria para essa criança ficar de óculos.

Ela me explicou que ele teria que usar o dia todo, que era importante para corrigir a diferença entre como ele enxergava com os 2 olhos, mesmo com os óculos e que depois dos 7 anos, isso não mudaria mais.

Ela também me deu algumas dicas importantes de como escolher os óculos corretos. Pediu armação de acetato e o mais importante: o ajuste. Ela implorou pra eu prestar muita atenção em como os óculos se encaixavam no nariz dele. Eu teria que colocar os óculos e pedir para ele abaixar a cabeça devagar: se caísse, NÃO era para comprar, mesmo que a vendedora insistisse que o ajuste resolveria. E de fato, isso aconteceu.

Ele tem o rosto super pequeno e um narizinho menor ainda e tudo ficava grande e descia muito quando ele abaixava a cabeça. A vendedora fez ajustes e insistiu um pouco, dizendo que no final, ficaria bom. Mas eu não cedi.

Depois de experimentar uns 12 óculos, um ficou bom. Não descia praticamente nada e eu sabia que depois do ajuste, ficaria melhor ainda. E de fato, ficou perfeito.

Vimos vários óculos lindos e dá uma vontade enorme de comprar e rezar para dar certo, mas esse ajuste é essencial e eu não queria correr nenhum risco.

Pegamos essa segunda, voltamos na oftalmo (que é excessivamente exigente) e ela aprovou e também quis fazer o teste das letras novamente. E aí que veio a surpresa: com o olho direito, que ele tinha errado tudo da outra vez, ele só errou 1!!! Senti uma satisfação, e uma alívio, enorme, porque no fundo, eu tinha uma pontinha de dúvida se realmente ele tinha tudo aquilo de astigmatismo.

Vou ser sincera em dizer que eu estava apavorada. Não sabia como ele iria reagir. Passamos a semana mostrando que alguns heróis usavam óculos (super homem, homem aranha, Harry Potter…), depois passei para a família (as avós, 3 dos tios, as bisavós e por aí foi).

Como muitas vezes acontece, eles nos surpreendem. Faz 3 dias que ele está com os óculos e está super bem. Claro, que ele está se adaptando ainda. No primeiro dia ele reclamou que estava tonto, depois que o nariz estava doendo, as orelhas…Mas as coisas estão infinitamente boas, levando em conta a situação.

Ele passa o dia com os óculos e pede para tirar em alguns momentos e eu deixo.

Depois de toda essa ansiedade por essa novidade inesperada, fui pesquisar sobre quando e porque devemos levar as crianças no oftalmologista. Achei muitas informações diferentes, mas vou colocar o que achei mais importante.

Quando levar seu filho ao oftalmologista pela primeira vez?

Alguns dizem para levar quando tiver alguma queixa das crianças, outros a partir de 1 ano, entre outras coisas.

Sinceramente, se eu soubesse, teria levado todos os anos, preventivamente. Só assim você consegue descobrir algum problema precocemente. O olho é o órgão que mais se desenvolve nos 12 primeiros meses, e aos 7 anos fica adulto. Por isso, o diagnóstico precoce de qualquer patologia é extremamente importante.

Esperar a criança se queixar, pode demorar demais para acontecer, para ela entender que está enxergando mal.

Mesmo sendo pequena, a criança não precisa colaborar durante a consulta. Existem meios para examinar e medir a acuidade visual inclusive do recém-nascido.

Principais problemas de visão nas crianças

Os problemas mais comuns de visão na infância são o aparecimento de vícios de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, além da ambliopia e do estrabismo.

Entre os vícios de refração, ou seja, deficiências que precisam de correção óptica, a hipermetropia  é um dos problemas oculares mais encontrados em crianças e adultos, levando a criança a se queixar de dor de cabeça ou desconforto para ler de perto, assistir à TV ou jogar vídeo-game. . E o aumento dos casos se dá nos primeiros anos de vida.

O astigmatismo , é uma deformação da curvatura da córnea do olho humano, que faz com que a pessoa não veja de forma nítida. Crianças que apresentem astigmatismo podem sentir dores de cabeça e fadiga ocular, pois “forçam” os olhos para melhor enxergar.

A miopia, é caracterizada pela dificuldade de enxergar longe. Como a criança não enxerga bem de longe, passa a preferir atividades como a leitura e evita a prática de esportes ou atividades que solicitem visão à distância.

O estrabismo se manifesta em cerca de 2% da população mundial e deve ser tratado assim que diagnosticado. O tratamento visa prevenir a ambliopia e restaurar a binocularidade (fusão de duas imagens em uma única e tridimensional). A ambliopia caracteriza-se por um déficit visual decorrente de estimulação visual deficiente. O tratamento exige a oclusão do olho ‘saudável’ a fim de estimular o olho mais ‘fraco’ e deve ser iniciado tão logo seja feito o diagnóstico do problema na criança, preferencialmente, antes dos 8 e 10 anos.

A presença destas alterações é, na maioria das vezes, observado somente pelo oftalmologista em um exame de rotina e preventivo.

Informações importantes:

– Bebês prematuros, especialmente os que precisam receber oxigênio, precisam de consultas oftalmológicas já com 90 dias de vida e acompanhamento constante.
– Em crianças não é indicado uso de lentes de contato ou cirurgia para corrigir problemas com grau de visão.
– Estrabismo é quando um olho fica alinhado e o outro não, prejudicando a visão em terceira dimensão e deve ser tratado assim que notado.

Espero ter ajudado! E na dúvida, melhor procurar um especialista.

Bjs,

Vanessa

 

 

 

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