Papo de Mãe

Agressividade infantil: como ajudar seu filho

Post agressividade

É o momento que todos temem que aconteça na vida real: nosso filho bate em outra criança — de propósito. Se teve sangue e hematomas ou apenas sentimentos feridos, não podemos acreditar no que estamos vendo. Não só é o episódio uma reflexão desagradável sobre nossa função como pais, mas agora temos que descobrir uma maneira de tirar este hábito de nosso filho.

Pode parecer impossível, mas existem muitas estratégias positivas para lidar com a agressividade das crianças. Acredite ou não, isso é totalmente normal. Desde a criança que bate na sua irmã mais velha, na tentativa de pegar uma boneca, até o filho de 11 anos que ataca o amigo que não quer jogar o mesmo que ele, virtualmente todo jovem exibe algum tipo de comportamento agressivo em diversas fases. Com certeza não se trata de delinquência juvenil, mas é algo que você precisa tratar antes que se torne um problema maior.

Para lhe ajudar nesse momento difícil, temos algumas dicas:

Não faça parecer pior do que realmente foi, e não exploda.

Quando você testemunhar a agressão da criança, não há nenhuma razão para fazer uma cena.  Na verdade, algumas crianças irão “crescer” com essa atenção, aumentando as chances de outro encontro prejudicial.

Resista à tentação de dar palmadas ou qualquer outra punição, não importa o quanto você esteja chateado, pois vai apenas servir de modelo ao comportamento que você está tentando evitar em seus filhos.

Em vez disso, diga às crianças, “Mordidas doem”, ou “Mãos são para tocar suavemente, não bater”. Cuide da outra criança, mas não force um pedido de desculpas sem sinceridade do seu filho. Eles irão aprender no longo prazo se você abordar o problema quando eles estiverem mais calmos, ajudando-os a fazer as pazes com a outra criança, o que pode significar compartilhar um brinquedo favorito, fazer um desenho para eles ou jogar seu jogo favorito.

Faça um plano para a paz.

Uma das maneiras mais poderosas para evitar futuras agressões de nossos filhos é dar-lhes muitas alternativas positivas.

Crianças de todas as idades vão se beneficiar de um treinamento de resolução de conflitos durante um momento mais calmo (portanto, não quando você ainda estiver espumando). Para crianças menores, use bichos de pelúcia ou bonecos para falar sobre sentimentos e demonstrar como o Sr. Cachorrinho pode pedir para usar o escorregador para o Sr. Tigrinho ao invés de empurrá-lo para fora do caminho. Para crianças mais velhas, converse usando vários cenários e estratégias de dramatização como o uso de declarações “Eu sinto que…”, resolução de problemas e apenas se afastar da situação.

Crie consequências.

Certifique-se de que seus filhos saibam antecipadamente que agressão não é aceitável, e você não vai aturá-la. Se sua criança avançar em você, simplesmente, evite contato com os olhos e saia do ambiente. Se você estiver segurando seu filho, calmamente coloque-o no chão e saia do lugar. Ir embora não significa que você o está “deixando sair impune”. O objetivo é enviar uma mensagem, “Não aceito ser tratado(a) com desrespeito”.

Quando a criança estiver calma, você pode tirar algum tempo para treiná-la sobre o que está certo e o que não está – mas ignore a birra no momento.

Para crianças mais velhas, avise com antecedência que enquanto você tem total confiança na capacidade delas de desfrutar seu tempo no parque (ou brincadeira, ou quintal, etc.), escolher bater, morder ou chutar outra criança significa que eles estão decidindo sair. Se eles exibirem agressividade, calmamente diga, “vejo que você decidiu sair do parque,” e siga adiante.

Com este plano em prática, você pode cortar o mal das mordidas, socos e chutes pela raiz.

Autora:  Amy McCready, fundadora da Positive Parenting Solutions  
[http://www.positiveparentingsolutions.com/]

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